Eu gestante e a suspeita do vírus H1N1

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Eu nunca fui uma pessoa muito encanada com possíveis doenças. Quem em conhece sabe que tenho uma extensa lista de cirurgias, dentre elas só uma estética. Ficar doente nunca foi problema até porque minha recuperação sempre foi ótima. Não eu não sou chegada em cirurgias e tratamentos médicos, mas depois de 8 parafusos na coluna, tudo me pareceu muito tranquilo até aqui.
Na gestação minha doença chamava-se fome, eu queria comer tudo o tempo todo. Tive um tersol no olho que operei aos 5 meses e meio de gestação, ele não só era feio como prejudicava a minha visão. Minha obstetra graças ao meu bom Deus não é neurótica daquelas que te deixa um mês com enxaqueca e diz que dipirona nem pensar, UFA! E confesso que com o Pedro foi mais desencanada na alimentação e nos cuidados diários durante os 9 meses em que ele esteve na barriga.
Descobri a gravidez da Olivia logo no início, pois tive crises horríveis de enxaqueca, insônia e muita, mas muita vontade de fazer xixi o tempo todo. Nas duas primeiras semanas tive muito enjoo e dor de cabeça e ao contrário da gravidez do Pedro, estou economizando nos comprimidos com medo de fazer mal a nossa pequena. Acho que a segunda gravidez me deixou mais neurótica, infelizmente.
Sábado fizemos um lindo ensaio fotográfico para contar ao papai que Olivia vem aí, foi um dia cheio de emoções e lágrimas de felicidade. No fim da noite eu comecei a me sentir completamente cansada e com dores no corpo, achei que estava mesmo precisando dormir mais.
Domingo acordei péssima, super resfriada e aproveitei o cuidado da mamãe que está aqui em casa. O dia foi passando e a gripe piorando, até que a madrugada ficou quase insuportável. Um noite inteira sem dormir foi o suficiente pra chegar me arrastando ao trabalho.
Fui almoçar em casa como sempre e mamãe me obrigou a ir ao pronto socorro. Fiquei lá por quase 2 horas até ser finalmente atendida por um médico bastante atencioso. Pediu o telefone da minha obstetra e solicitou alguns exames de sangue e teste rápido para Influenza. Fiquei descansando por mais de uma hora e nada do médico aparecer. chamei e enfermeira e ele logo veio atrás. Os exames de sangue estavam alterados e o teste rápido da Influenza negativo, mas por conta da epidemia que está tendo por aqui, ele resolveu pedir um exame mais específico. Neste meio tempo fui ao banheiro e ouvi ele conversando com minha obstetra. Minutos depois ele volta com a prescrição do Tamiflu, remédio específico para a gripe H1N1 e um atestado de 5 dias. Não me lembro de ter ficado tanto tempo em casa por conta de uma gripe, mas decidi não discutir já que a sensação era de estar quase desfalecendo de tanta fraqueza e dificuldade ao respirar.
Voltei pra casa com essa estória martelando na minha cabeça e muito procupada com a Olivia. estou ainda no primeiro trimestre da gestação, 9 semanas e meia pra ser mais exata, Nesta fase tudo parece ser mais delicado. Mais uma noite sem dormir de tantos calafrios e preocupações.
Euzinha nos últimos 2 dias!

Fiquei um pouco mais tranquila quando soube de várias outras mães que tiveram H1N1 durante a gestação e não houve sequela pela doença e pelo remédio. O resultado dos últimos exames deveriam ficar prontos até quinta feira pela manhã, mas minha ansiedade me fez fuçar a pagina do laboratório agora há pouco. Descobri que o laudo já havia saído. segundos de tensão e resolvi abrir o exame. NEGATIVO era esta a palavra tão esperada dos dois últimos dias. Só de ler o exame já estou me sentindo 30% melhor e amanhã devo voltar ao trabalho.

Descobri que depois de ser mãe nada pode abalar mais a gente do que um possível risco de vida ou de saúde para nossos filhos. Se eu não estivesse gravida talvez estivesse tranquila e medicada e muito provavelmente aguardaria o resultado do exame na quinta, mas ansiedade de mãe sempre fala mais alto.
Espero não ter mais nenhum grande susto daqui até dezembro!

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