Minhas reflexões pós maternidade

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reflexões pós maternidadeHoje enquanto me preparava para deitar, fiquei pensando nas minhas reflexões pós maternidade, o quanto minha visão sobre pessoas, coisas e sobre o mundo, mudou nesses últimos 4 anos. Dizem que quando vamos chegando perto dos 40 anos, começamos a ressignificar a vida, repensar a carreira, rever conceitos.

Acredito que cheguei neste momento quando soube que seria demitida após a licença maternidade da Olivia. Fiquei pensando nos longos anos de intensa dedicação àquela carreira que escolhi aos 19 anos de idade. Quantas madrugadas debruçada sobre uma máquina de impressão, quantos telefonemas no meio das férias, das viagens de fim de semana, dos almoços corridos.

Me vi trabalhando em prol do consumo, a favor do gasto desnecessário, quanto fazia justamente o contrário em casa. Ter sido demitida no fim foi um presente, mas que só consegui aproveitar depois de amadurecer minha visão sobre o rumo que minha vida tinha tomado.

Sou feliz sem um trabalho formal, adoro acordar quando meus filhos acordam e tirar um dia ou outro para cuidar de mim, encontrar uma amiga, ou simplesmente fazer a unha no meio da tarde. Também sou feliz ( e muito!) quando sou produtiva, quando fecho algum trabalho e consequentemente, recebo um salário, por menor que seja.

Minha escolha em parar de trabalhar fora

Vejo as pessoas falando em consumo desenfreado, postando fotos e mais fotos das suas incansáveis baladas, drinks e viagens de fazer qualquer um brilhar os olhos, mas quando encontro essas pessoas na vida real, encontro vazio, frustração, reclamações sobre tudo e todos.

Eu sou A resmungona pela manhã, costumo acordar de mal humor e se puder ficar até meio dia sem falar com ninguém, serei imensamente feliz. No entanto, passado as primeiras horas do dia, contemplo as coisas à minha volta, aproveito de verdade um tempo com alguém que gosto. Aprecio o pequeno pedaço de verde em frente a minha varanda, curto o cheirinho do café, agradeço imensamente a Deus por mais um dia e por todo o cuidado dEle comigo.

Entendi que mais vale uns dias de férias na casinha de madeira no meio do nada junto da família do que milhões de idas à lugares paradisíacos, mas sem a chance de estreitar laços e relacionamentos, sem a chance de ver meus filhos apreciando as coisas simples da vida como comidinha de vó, jogo de cartas com os bisavós, passeios na pracinha e tantas outras coisas que fazemos quando estamos em família.

Gratidão por tudo que sou, pelo que tenho e inclusive pelo que não tenho, é o que sinto hoje em dia. Minha vida já foi melhor financeiramente, mas nunca fez tanto sentido como hoje em dia. Aprendo, aprecio, erro, tento de novo e assim vou vivendo, um dia de cada vez. Feliz e grata pelos meus filhos e todos que me rodeiam!

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