As madrugadas de uma mãe insone

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As madrugadas de uma mãe, nunca mais são as mesmas depois que os filhos nascem. Eu nunca havia sofrido de insônia na vida. Mais do que isso, eu não conseguia entender com alguém poderia ficar acordando, mesmo querendo e precisando muito dormir.

Prazer, eu sou a Gabriela, tenho 35 anos e sofro de insônia pós maternidade.

Há 4 anos, aprendi a dormir picado, poucas horas por dia e quando preciso, não dormir. Já não me lembro mais o que é dormir um sono despretensioso, profundo e relaxante.

Relatos da noite de uma mãe!

Os últimos 4 anos, foram cruéis com as minhas olheira, com meu rosto cansado e com as minha madrugadas. Durante um tempo, as madrugadas eram dedicadas às mamadas, troca de fraldas e colo. Depois de um tempo, elas foram dedicadas ao trabalho.

Passei um tempo tentando me reencontrar, fazer coisas das quais eu gostava muito e não abria mão. Descobri que quando estou feliz e me sentindo bonita, sou uma mãe muito melhor para os meus filhos. Não sei se me reencontrei totalmente. Às vezes me sinto deslocada, fora do ar e fico pensando no que a Gabriela de antes faria.

Justo eu, que sempre dormi muito bem. Eu que nunca perdia o sono e que se pudesse, dormiria 12 horas por noite. Eu, que agora passo noites e noites acordada, com a cabeça devendo de idéias, esta de mercado, tarefas a fazer. Eu, que sempre amei dormir e não trocava isso, nem pela melhor balada do mundo e que agora, troca por uns minutinho de silêncio para pode pensar calmamente.

Passei um tempo melhorando minha alimentação, criando uma rotina noturna que não funcionou muito bem para mim. Na verdade ela funcionou, mas eu não consigo me manter numa rotina por muito tempo.

Passei outro tempo tomando remédio pra melhorar a qualidade do sono. O sono melhorou, mas eu desisti do remédio e resolvi dormir por conta própria. Bem, são mais de 4 horas da madrugada e eu estou aqui, olhando pro relógio e pensando: amanhã vou estar podre e os meninos vão acordar cedo.

As madrugadas de uma mãe insone são cruéis. Parece que não vão acabar nunca. Quem sabe uma hora, o sono chega.

Boa noite!

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