Não me deixaram amamentar minha filha após o parto

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Não me deixaram amamentar minha filha após o parto, não do jeito que sonhei e quis fazê-lo. Me lembro de chegar ao hospital com aquele barrigão e muitas contrações. Embora eu tivesse optado por uma cesárea eletiva, entrei em trabalho de parto horas antes da Olivia nascer.

Foi um sinal de que ela de fato estava pronta e uma reafirmação de que eu não estava preparada para um parto normal. Com tantos parafusos na coluna e falta de incentivo, optei por seguir com a cirurgia mesmo. Olha eu não sou mais ou menos feliz por ter escolhido a cesárea, e respeito quem pensa diferente de mim.

Olivia nasceu, linda, gordinha e cheia de saúde. Ela era a cópia do Pedro com mais bochechas. Depois de passar por todos aquele procedimentos invasivos de um hospital que hoje acho desnecessário, ouvi sobre desconforto respiratório adaptativo. Insisti em ver minha filha e finalmente trouxeram para que eu pudesse amamenta-la e segura-la em meus braços.

Ela parecia pronta para tudo, aconchegou-se em meu peito e mamou tranquilamente, como se afirmasse nossa ligação intensa e única. Seria o dia mais perfeito de nossas vidas, se a enfermeira responsável não tivesse aparecido para avisar que o transporte estava aguardando para que subíssemos ao quarto.

Mergulhada em emoções e ainda com as pernas sem movimento, deixei que a levassem meio que sem saber o que fazer. Fechei meus olhos e morri de saudades dela, naquele segundo em que ela desapareceu diante dos meus olhos.

Passamos horas longe uma da outra e depois de muitas ameaças e descontrole, consegui que minha filha voltasse para os meus braços.

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Olivia sempre amou mamar, sempre se satisfez com o leite materno e eu, mesmo sem ter desejado imensamente amamentar, o fiz com muito amor e carinho.

Eu nunca pensei no que de fato era um parto humanizado, mas hoje compreendo, que independentemente da escolha do parto, ele pode ser humanizado e respeitoso, desde a chegada à maternidade, até a liberação para casa.

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