O mercado de trabalho não está preparado para receber as mães

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Nós mães, mesmo quando desejamos estar em casa com nossos filhos, estamos prontas para encarar o mundo lá fora e trabalhar sem medo, mas o mercado de trabalho não está preparado para receber as mães.

É muito comum que as mulheres se sintam aflitas ao retornar ao seu trabalho pós licença maternidade. Já começa pela própria licença que dá o direito da mulher estar em casa com seu filho por quatro meses, quanto a recomendação é que a criança seja amamentada exclusivamente com leite materno até o sexto mês. Ah sim, o governo regulamentou a licença de 180 dias, mas é facultativo e dá pra contar nos dedos as empresas que acataram esta regulamentação e oferecem este período para suas funcionárias.

Nenhuma empresa gosta de contratar mulheres com filhos pequenos, pois imagina que no primeiro ano de vida da criança, a mãe terá que se ausentar no mínimo 1x ao mês para leva-la ao pediatra.

Nenhum chefe gosta de chegar na mesa da sua funcionária e descobrir que ela precisou sair às pressas para levar um filho na emergência.

Ah claro, mas as empresas precisam continuar trabalhando, rentabilizando e sugando ao máximo cada funcionário que nela trabalha (essa é a maioria esmagadora), mesmo que já comprovado por pesquisas que, mulheres com filhos rendem muito mais em seu horário de trabalho do que antes da maternidade.

Não, nós mães não ficamos o dia todo enrolando para no fim do dia dar conta de tudo. Qualquer coisa que apareça será logo resolvida para que no fim do dia, no horário de saída, não precisemos ficar resolvendo coisas que deixamos para depois. Nós somos capazes de pensar em mil coisas ao mesmo tempo, fazer mercado na hora do almoço, verificar a agenda e fazer telefonemas importantes enquanto estamos no trânsito, abrir o notebook à meia noite para se certificar que o dia terminou sem pendências.

Nós mães somos àquelas mulheres competentes que conseguem conciliar trabalho (quando ele não é daqueles escravocratas de 20h dia, claro) com a maternidade, ou que sabemos o quanto damos conta das nossas obrigações e deveres.

O mundo ideal é que todas as mulheres que desejassem, pudessem ficar em casa, dedicando seu tempo de qualidade aos seus filhos. Outro mundo ideal é que as empresas enxergassem nosso potencial e que visse além de um relógio de ponto, que pudesse compreender às necessidades de um bebê, que fosse capaz de oferecer empregos com menos cargas horárias por menores salários.

Juro, eu toparia ganhar metade do meu último salário ou até um pouco menos, por meio período de trabalho.  Também toparia fazer freelas em horários menos convencionais se isso fosse melhor para a dinâmica da casa e atendesse melhor a alguma empresa.

Leia sobre minha escolha em parar de trabalhar fora e o custo desta escolha.

Mas quer saber? Ninguém quer abrir mão de qualquer segundo nosso na frente do computador, máquina ou sei lá o que. Como se ficar grudado ali, fizesse com que toda a nossa criatividade fosse externada a ponto de nem poder levantar e fazer xixi, sair e tomar um café então, melhor que não seja perto do RH.

Nós mães, gostaríamos de empresas que nos acolhessem, para que pudéssemos entregar um trabalho impecável, efetivo e criativo, mas o mercado de trabalho não está preparado para receber as mães!

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