Solidão de mãe

Categorias: Comportamento Mães

SolidaoSolidão parece uma palavra que não combina com a maternidade. Alguns dizem que depois que nos tornamos mãe, nunca mais nos sentiremos sozinhas. Será mesmo que a solidão nos deixa depois que os filhos nascem?

Fico pensando nas inúmeras madrugadas em claro, observando meus filhos tão pequenos e frágeis, mamando e sentindo-se tão seguros ali aconchegados em meu peito e eu, que pouco sabia da maternidade, me sentindo perdida e sozinha. Sim, me senti sozinha em muitos momentos, inclusive quando estava junto dos meus filhos. Me senti sozinha por sonhar um maternar que ninguém poderia entender, por sonhar com cada fase e entender que tudo passa, inclusive os momentos mais difíceis. Por não encontrar apoio para o meu instinto de mãe.

Me senti sozinha quando por diversas vezes me senti capaz de amamentar o Pedro e alguém veio me dizer que o leite artificial era tão bom ou melhor que o meu e que seria menos cansativo se eu desistisse de tentar alimentar meu filho.  Me senti sozinha quando optei pela criação com apego e muitos me disseram que deixar chorar faz bem pro pulmão e que a criança precisa entender que ela precisa aprender a ficar sozinha no berço, ficar sozinha no carrinho, dormir na hora que determinarmos, mamar a cada três horas e de preferência aprender a não chorar, apenas se sentir dor ou estiver doente.

Quantas vezes precisamos desabafar e não conseguimos encontrar alguém que simplesmente escute, aconselhe e não julgue? Quantas vezes desejamos um colo, um afago, um carinho e o apoio incondicional que tanto sonhamos? Onde está aquela certeza de que estamos fazendo tudo certo, ou que estamos fazendo o nosso melhor para nossos filhos?  Onde está a tão esperada frase: vá em frente, você está num bom caminho! 

Por mais dias felizes, por menos cansaço, mais apego, menos julgamento, mais amor e menos lágrimas. Por dias em que a solidão não se faça presente.

Por mais empatia no mundo materno!

5 comentários

  1. teresa caetano miguel campos disse: em 26.09.2015

    é amiga é bem assim mesmo .Mais o tempo passa e ,e sentimos que valeu a pena.É preciso paciencia .e assim por diante.

  2. Tassia disse: em 06.11.2015

    Texto verdadeiro e lindo!

  3. Ester Nogueira disse: em 03.09.2016

    Relato muito real e verdadeiro pra mim também! E conversando com uma amiga sobre os palpites e a pressão que sofremos ao seguir nosso instinto de mãe, falei o seguinte “se a gente seguir nosso coração, não teremos motivos pra agir de outra maneira e nem pra se arrepender”! ♡

  4. Dani disse: em 03.09.2016

    Esse texto é muito verdadeiro.
    É como tenho me sentido ultimamente

  5. Camila disse: em 05.09.2016

    Por mais respeito ! Por mais amor ao próximo!

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