Chupeta, vilã ou mocinha?

Categorias: Cuidados/Saúde Filhos
Um pouquinho sobre as mudanças que aconteceram no dia-a-dia do Pedro depois que a irmã nasceu. Uma das coisas mais relevantes foi o uso e o desuso da chupeta. A ideia aqui é dividir um pouquinho da experiência que tive com o Pedro e com a Olivia nessa caminhada materna com pouco mais de 3 anos.
Aqui a chupeta já foi as duas coisas, vilã e mocinha. Eu que sabia nada sobre amamentação, necessidade de sucção do bebê ao nascer e pega correta para que o corpo entenda que precisa produzir leite, levei alegremente uma chupeta bem fofa pra maternidade no nascimento do Pedro. Acontece que o Pedro nasceu e passou 36 horas na UTI sem mamar, apenas com a sonda e quando chegou no quarto, precisava muito sugar, sugar e sugar. Assim que ofereci a chupeta ele sugou por horas e horas, com isso deixou de mamar, já que a sua necessidade de sucção estava suprida pela chupeta. No começo eu pensava, nossa como ele é bonzinho, dormiu a noite inteira! No dia de ir embora o pediatra explicou que na verdade o Pedro estava perdendo peso e já estava sem energia suficiente para chorar de fome. O mundo desabou na minha cabeça e comecei a maratona da mamada. Colocava ele no peito o tempo inteiro e assim fomos tendo progressos, mas o uso da chupeta fez com que ele não quisesse mais pegar o peito, então usei um bico de silicone que lembrava a chupeta a qual ele pegou tranquilamente. Até aqui tudo ótimo, não fosse o fato deste bico não permitir a sucção da auréola. Sucção só do bico não estimula a produção do leite. Passados alguns dias, entramos com o leite artificial e assim fomos por quase 2 meses, até que resolvi participar de grupos de aleitamento materno e relactar o Pedro. A medida que ele foi mamando no peito e deixando a mamadeira, foi deixando também a chupeta. Quando desmamou aos 10 meses, voltou a pedir a chupeta, como eu havia voltado ao trabalho, a chupeta era seu porto seguro na minha ausência.

O tempo passou e a chupeta foi perdendo espaço, até que na maioria dos dias, ela não era usada nem para dormir. Mas aí chegou a Olivia e o Pedro deixou de ser filho único e a chupeta deixou o armário e passou a acompanhar o pequeno 24 horas por dia. Neste período o Pedro parou quase totalmente de falar, restaram apenas 2 palavras em seu vocabulário: mamãe e não. O tempo passou mais um pouco e agora a chupeta foi sendo usada pra dormir ou quando ele queria brincar com a chupeta da irmã que era bem diferente da dele!

Com toda esta experiência, resolvi que não compraria chupetas pra Olivia, mas mudei de idéia ao longo da gestação e comprei um par de chupetas Soothie da Avent, que são próprias para recém nascidos e que simulam o bico do seio. A contra gosto, esterilizei e levei pra maternidade. Salvou meu domingo e minha segunda feira. Olivia nasceu mamando super bem, com uma necessidade enorme de sucção, precisou ir para a fototerapia e o que acalmou ela durante o banho de luz foi a chupeta.
Quando cheguei em casa, meu leite já havia descido e a Olivia seguia mamando muito e minha produção de leite aumentando cada vez mais. Em determinado momento as cólicas apareceram e a necessidade de sucção aumentou, pois sugar é o que mais acalma um bebê. Muita sucção, muito leite, pouco espaço no estômago e entramos num ciclo vicioso de mama, vomita, mama, vomita e assim vai, até que a pediatra pediu que eu oferecesse a chupeta durante as crises para evitar que a pequena vomitasse. Torci o nariz, morri de medo de atrapalhar a amamentação, mas desta vez foi tudo tranquilo. Olivia usou chupeta algumas vezes no dia e passou a vomitar bem menos, virou uma bolotinha mamona!
Acho que não tem fórmula, nem quero questionar o benefício ou prejuízo das chupetas. Não sou contra e nem a favor e de verdade? Gostaria muito de ter filhos que nunca tivessem usado elas, mas por aqui as coisas caminharam diferentes e estou satisfeita do jeito que foi!
Pedro com 2 dias de vida e conhecendo a chupeta.
Olivia de brincos, a chupeta ajudou a acalma-la na hora de marcar os furos na orelha!

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