Como a fonoterapia ajudou meu filho a se comunicar melhor

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Eu já falei muito sobre otite de repetição, a busca pelo diagnóstico do meu filho, sobre a dificuldade dele de se relacionar com o outro enquanto não ouvia, mas somente agora me dei conta de que nunca contei como a fonoterapia ajudou meu filho a se comunicar melhor.

Quando decidimos adequar as terapias do Pedro ao seu ritmo, optamos por uma fonoaudióloga que o atendesse em casa. Embora ela tenha aproveitado a anamnese que recebemos da clínica anterior, a avaliação de comportamento, fala, audição e desenvolvimento foi refeita por ela. Soubemos então que nosso pequeno tem atraso de processamento auditivo central, provavelmente pela perda auditiva expressiva no período da construção neuro linguística. Às vezes penso que esse atraso é só por causa das otites, às vezes penso que mesmo sem otites, ele teria algum atraso. Não sei ao certo, mas sei que ele vem se desenvolvendo muito bem.

fonoterapia

Painel sensorial

Pedro faz fono 1 vez na semana, mas sempre que possível, estendemos a sessão ou dobramos ela. Depende muito da sua disposição, do tempo e do dia. Cada dia ele tem tarefas diferentes. De forma lúdica a fono trabalha a hipotonia labial, a fala, a interação, a paciência em esperar o outro brincar também, a questão sensorial, dentre tantas outras atividades.

6 meses se passaram desde a primeira sessão e muita coisa mudou na fala do Pedro. Embora ele esteja em pleno desenvolvimento, ele dá saltos enormes de aprendizado de sessão em sessão. Aprendeu a se comunicar mais facilmente, consegue elaborar frases sozinho, recontar experiências vividas longe de nós e conversa com todo tipo de gente.

Parece pouco, mas se olhar para trás, eu encontro um Pedro tímido, que mal sabia o nome dos amiguinhos da sala, que não contava nada sobre a escola, que não conseguia responder às nossas perguntas e que quando estava em ambiente estranho, sentia-se inseguro para começar uma conversa.

Pedro voltou a ouvir muito bem desde a cirurgia e hoje tem um atraso muito pequeno em relação às crianças da sua idade e isso deve-se ao esforço diário de nós pais e todos à sua volta de complementar os estímulos elaborados pela fono. É um trabalho em equipe onde a gente vê muito resultado.

Pedro adora a tia Tata (Talissa sua fono) e está sempre disposto nas sessões. Não temos idéia de quando ele terá alta, mas temos plena certeza de que seu desenvolvimento de linguagem está ligado à fonoterapia.

Poderíamos deixar que ele mesmo recuperasse o tempo perdido e sim, ele recuperaria, mas não sabemos como seria o desenvolvimento social até lá. Os primeiros anos de vida são os mais importantes na formação de uma pessoa e nós acreditamos que ajuda-lo nesta fase seria muito bom para ele e para nós.

Se você tem um filho com dificuldades de se comunicar, troca os fonemas com freqüência, tem dificuldades de se relacionar por conta da comunicação, procure um especialista e considere a hipótese de fazer fonoterapia.

Muitas mães relatam a sessão de fono como insuficiente quando tem apenas meia hora de duração. Acredito sim que seja insuficiente, pois uma criança por mais interessada que esteja, leva um tempo até entender o que está sendo proposto e responder às atividades que precisa concluir. Também não acho eficaz 2 sessões de meia hora, acredito que a criança deve fazer fonoterapia de no mínimo 1 hora por sessão, sobre a quantidade de sessões semanais, quem vai sugerir será a fonoaudióloga que irá atender a criança. Infelizmente muitos são reféns dos planos de saúde, mas acredito que seja possível ajustar as terapias conforme às necessidades da criança.

Aqui temos também a boa experiência com o neto da babá que trocava praticamente todos os fonemas e ao contrário do que a família dele acreditava, ele não seria capaz de aprender sozinho a falar corretamente. Foram 2 anos até agora e falta muito pouco para que ele tenha alta. Antes disso, era impossível entender o que ele falava e claro, sofria bullying na escola dia sim e outro também.

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