H1N1, Dengue e Zyka Vírus

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Vamos falar de H1N1, dengue e zyka vírus?

Neste domingo, dia 20/03 daremos adeus ao Verão, pois começa o Outono, uma estação de temperaturas mais amenas, tempo seco e aumento da poluição, ou seja, o ambiente ideal para proliferação dos vírus respiratórios. Sem dúvidas, a pior estação do ano para crianças e idosos. E este ano, além das infecções mais comuns dos outros anos, temos o Zika vírus e dengue.

Vou falar de medidas gerais que podem ajudar os pequenos a adoecerem menos nessa estação. Em primeiro lugar, atitudes básicas, mas não menos importantes como manter a casa sempre limpa e arejada (janelas abertas em algum período do dia), lavagem das mãos ao chegar em casa e antes das refeições, higiene para tossir e espirrar, usando um lenço que deve ser desprezado e depois, passar álcool gel na mãos, evitar, na medida do possível, locais cheios e fechados e contato com quem já esteja resfriado.

SÍNDROME GRIPAL POR INFLUENZA

Neste ano, parece que este temido vírus começou a circular um pouco mais cedo que o normal. Mas nada de pânico!! Vale frisar alguns importantes cuidados:

– NÃO mande seu filho para escola com algum sintoma de resfriado, evitando também festinhas e o contato com outras crianças em geral se seu filho estiver doentinho. Fiquem em casa, acompanhando e cuidando dos sintomas. Essa medida ajuda muito no controle da disseminação de qualquer que seja o vírus e também acelera a recuperação da criança doente.

– Assim que disponível, fazer a vacina. Ao contrário do que muitos pensam, essa vacina NÃO CAUSA GRIPE!!! Ela é uma vacina feita de vírus “morto e esquartejado”, ou seja, não consegue causar sintomas que mimetizem a doença que está prevenindo. E é uma vacina segura, sem grandes reações adversas.

– Na presença de febre e sintomas respiratórios, procure o seu pediatra nas primeiras 48 horas de história, que é o momento mais indicado para se iniciar a medicação, quando indicada e ajuda a diminuir a disseminação do vírus.

– Alimentação saudável, sono em dia, hidratação e lavagem nasal com soro fisiológico, são medidas muito muito bem vindas, sempre!!

– Crianças menores de 2 anos ou aquelas com alguma doença de base, gestantes em qualquer fase ou no pós-parto (até 40 dias) e idosos, são considerados como pessoas de risco para a síndrome gripal por influenza. Assim, na presença de sintomas respiratórios, devem procurar atendimento médico logo no início do quadro.

– Ainda para as crianças com fatores de risco, ou aquelas que adoecem mais nessa época do ano, vale uma consulta com seu pediatra para tentar adotar medidas preventivas.

DENGUE E ZYKA VÍRUS

  • Vou falar das 2 doenças ao mesmo tempo, pois a principal medida é a prevenção da picada do mosquito Aedes aegypiti.
  • Ao contrário do que foi dito em algumas (falsas) informações, o Zika vírus não causa doença neurológica em crianças após o nascimento. Assim, o cuidado maior, neste sentido, ainda é voltado para as nossas gravidinhas.
  • Em caso de febre, usar apenas a Dipirona ou Paracetamol, até que seja feito um diagnóstico.
  • Atualmente, em alguns serviços, há testes laboratoriais disponíveis para fazer o diagnóstico dessas doenças.
  • Sobre os repelentes, rápidas considerações e uma tabela, pois este tema já foi exaustivamente falado.
  • Os repelentes elétricos (com liberação de inseticidas) são úteis e diminuem a entrada dos mosquitos quando colocados próximos das janelas e portas. Deve-se tomar cuidado com os repelentes líquidos que podem ser retirados da tomada pela criança e acidentalmente ingeridos.
  • Abaixo de 6 meses – não há estudos nessa faixa etária sobre segurança dos repelentes.

h1n1 dengue zyka vírus

Para concluir, gostaria que essas rápidas considerações que fiz aqui, ajudem vocês a prevenir, na medida do possível essas doenças e para acalmar um pouco o coração das mamães. O que precisamos é de cuidados e nada de pânico!! Converse com seu pediatra, divida suas angústias, pois assim evitamos ações precipitadas, exageradas e também não “comemos bola” nos casos mais delicados. Estou à disposição para quaisquer esclarecimentos.

Andrea Vaciloto – Formada em Medicina pela PUC-SP/ Sorocaba, em 2004, com residência em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP, de 2005 a 2007. Especialização em Infectologia Pediátrica pela Escola Paulista de Medicina – UNIFESP, de 2009 a 2011. Cursando atualmente o segundo ano de Antroposofia na Associação Brasileira de Medicina Antroposófica/ ABMA – SP. Ex-plantonista do pronto-atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein Alphaville, agora em dedicação exclusiva em atendimento em consultório particular.

Mãe do Tiago, carinhosamente chamado de Tico, pediatra do Pedro e da Olivia.

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