Pré-eclâmpsia na primeira gravidez

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GA_0096Assim que fiz o primeiro ultrassom morfológico e vi que meu filho estava bem, achei que nada de ruim pudesse acontecer. A gestação foi relativamente tranquila no início, embora tivesse alguns momentos de indisposição e crises de ansiedade. Não me lembro exatamente a data em que ouvi da minha médica, sobre a possibilidade de eu ter pressão alta na gestação.

Em uma das consultas de pré natal, ela me disse que eu estava na época em que a pressão deveria estar mais baixa do que o normal, e a minha estava um pouco acima. Ela me disse que provavelmente eu teria pressão alta nos último meses de gestação. Na hora aquilo não me preocupou muito, eu me sentia bem e pensei que fosse um pouco de exagero da parte dela.

Alguns meses se passaram, com eles diversas consultas de acompanhamento e tudo caminhava bem. Pedro era um bebê grande e saudável na minha barriga. Com mais ou menos 28 semanas de gestação eu comecei a ficar inchada, minhas mãos e pés pareciam pão fermentado e achar um sapato que não machucasse o pé e aguentasse o dia todo, foi um desafio. Eu trabalhava sentada por 10 ou 12 horas todos os dias e comecei a me sentir bastante cansada.

Numa tarde tranquila enquanto trabalhava, uma amiga me alertou quanto ao inchaço nos meus pés, que estava muito além do que o “normal” das últimas semanas. Me virei e disse que estava tudo bem, que era o calor e as horas sentadas. Quando levantei para tomar água, senti um tontura e comecei a ver tudo distorcido. Rapidamente peguei a minha bolsa e pedi que minha amiga me levasse ao pronto socorro.

Assim que passei na triagem percebi que tinha algo de errado, minha pressão estava 13/8 e eu me sentia cada vez pior. Fui colocada em repouso enquanto aguardava para fazer um ultrassom. Aparentemente era uma tontura seguida de cansaço que logo passaria e eu voltaria à minha rotina. O médico plantonista ligou para a minha obstetra que pediu alguns exames de sangue e urina. Assim que minha pressão baixou e eu passei a me sentir mais disposta, fui liberada para casa com um pedido de repouso de 7 dias.

No dia seguinte fui com os exames na minha médica e ao olhar o exame de urina, ela confirmou as proteínas liberadas indicavam que eu havia tido uma pré eclâmpsia. Saí de lá um tanto preocupada e com prescrição de alguns medicamentos. Por indicação da obstetra comprei um medidor de pressão, daqueles simples automáticos. Assim eu mediria a pressão de manhã e de noite.

Comecei uma dieta hipossódica e passei a conferir minha pressão diariamente, tudo ia bem, a pressão não alterava nunca, estava sempre com 10/6. Certa noite acordei tonta e passando muito mal, resolvi conferir a pressão para ver deveria ir ao pronto socorro ou apenas descansar. Mais uma vez 10/6, então voltei pra cama depois de tomar um copo d?água e dormi até tarde.

A pressão deixou de variar, as vezes estava mais alta no consultório da médica, mas nada muito alarmante. Pedro chegou de 37 semanas, saudável e gordinho, e eu imediatamente passei a me sentir melhor.

Algumas semanas depois do Pedro nascer, meu marido decidiu medir a pressão, já que não estava se sentindo bem. Novamente 10/6 e aí achamos o erro. O medidor estava com defeito, pois ele nunca teve pressão inferior a 12/8. Testamos algumas vezes e percebemos que ao logo do terceiro trimestre eu devo ter tido vários picos de pressão que não foram vistos porque o aparelho estava quebrado. eu corri risco sem saber, e quase enlouqueci ao pensar que algo muito grave poderia ter acontecido.

Minha segunda gravidez foi monitorada desde o principio, mas com um aparelho funcionando de verdade. Também tive pressão alta e contrações fora de hora, mas a Olivia chegou ainda mais gordinha com 38 semanas e 1 dia.

A pré-eclâmpsia é basicamente pressão alta constante que causa o envelhecimento precoce da placenta, que por sua vez transmite menos nutrientes ao bebê. Em casos extremos há sofrimento fetal e um parto prematuro é feito!

Se for tratado adequadamente e a pressão for estabilizada, a gestação pode ser levada até o fim, podendo o bebê nascer de parto normal.

Aqui deu tudo certo, não tivemos nenhuma intercorrência. Pedro nasceu super saudável!

1 comentário

  1. Vitória disse: em 26.06.2016

    Gabi eu tive pre eclampsia na segunda gravidez ganhei com 35 semanas minha filha nasceu com 1,680 pequenina estava perdendo peso ai minha medica resolveu tirar antes do tempo..Ficou 20 dias na uti neo natal para pegar peso graças a Deus nao teve nenhuma complicaçao e hoje esta com 3 meses hehe bem gordinha mas o susto foi grande!beijos adoro seu blog..

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