Porque eu não voltei a trabalhar fora de casa

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Amor de mae

Foto: Ellen Brito

Um ano depois do fim da minha licença maternidade, escrevi um post sobre minha decisão de continuar trabalhando fora de casa. Hoje conto um pouco porque eu não voltei a trabalhar fora após o nascimento da Olivia.

Quando entrei de licença na gestação do Pedro, eu saí sabendo que sentiria saudades, saí querendo voltar logo, rever meus colegas de trabalho e me sentir produtiva novamente. Ao contrário de agora, na época eu não conseguia otimizar meu tempo, planejar coisas, tomar banho logo cedo e por uma roupa mesmo que para ficar em casa.

Assim que voltei da licença do Pedro, encontrei um empresa completamente diferente daquela que trabalhei com tanta dedicação por quase quatro anos. As coisas foram piorando e ficando esquisitas, até que o ambiente tornou-se completamente hostil. Não pelos colegas, mas pela nova direção da empresa, pelo novo planejamento e alguns outros fatores. Me mudaram de área, me fizeram infeliz por 3 meses e meio e dois dias antes do Natal, me dispensaram sem qualquer explicação condizente. Um dia depois voltaram atrás e desistiram de me demitir pelos próximos três meses. Foi um fim de ano daqueles, mas voltei das “férias” tranquila com o que vinha pela frente. Passa uma semana, duas, três e me avisam que deveria ficar na empresa mais um tempo, mas não decidiram ainda quanto tempo.

Antes do Pedro, eu teria mandado o novo chefe para aquele lugar, teria pego minha bolsa e ido embora para nunca mais ali pisar. Mas quando se tem filho e uma planilha imensa de contas para pagar, a gente engole todos os sapos do brejo e passa a madrugada pensando em como se livrar daquele emprego sem prejudicar o andamento da casa.

Enquanto o sono não vinha, veio a Olivia, numa gestação não planejada como a do Pedro, mas muito desejada. Passei algumas semanas pensando em como contar ao chefe, e até que a reação não foi de todo ruim. Depois disso foram sete meses bastante tranquilos. Eu já não deixava de almoçar por conta do trabalho, não perdia mais o sono e minhas preciosas horas no fim do dia com o Pedro. Também pude me planejar financeiramente para não depender mais daquela renda que não era milionária, mas ajudava muito em casa.

O tempo foi passando e cheguei a conclusão que não queria um outro emprego igual ao que eu tinha no momento. Eu não queria mais me dedicar loucamente a alguém que me tratasse com um simples número e enriquecesse às minhas custas. Eu também não queria mais perder horas no transito indo e vindo de um possível trabalho novo, então decidi me dedicar às crianças, à casa, e ao blog. Foi mais fácil do que eu imaginava. Hoje eu curto estar em casa, cuidar das crianças e ter tempo para decidir o que quero fazer no dia ou na semana.

Hoje o ritmo da casa é outro e a conta bancária também. Atualmente entra apenas o salário do marido e às vezes algum freela que eu faço. Mantivemos a babá que também cuida da casa, o plano de saúde caro que já tínhamos, mas deixamos de lado algumas coisas. Vendemos um dos carros, deixamos aqueles restaurantes caros que frequentávamos toda semana. Passei a pesquisar melhor os preços, comprar menos roupas, menos sapatos e viajar menos.

Minhas escolha em parar de trabalhar fora e o custo desta escolha

Pedro estuda numa ótima escola, mas que foi escolhida também pelo preço, não ganha presentes frequentemente e vem aprendendo a utilizar e reutilizar seus brinquedos.

Eu tenho aproveitado bastante o tempo em casa com as crianças, me sinto extremamente grata a Deus e ao marido claro, por poder estar presente na hora de preparar o lanchinho do Pedro, colocar a Olivia na cama para a soneca da tarde. Poder ir ao mercado sempre que falta algo e ter tempo para escolher bem onde compro a comidinha dos meus filhos.

Não temos a fórmula perfeita, mas temos buscado o equilíbrio todos os dias.

7 comentários

  1. Carol disse: em 28.08.2015

    Nossa, que demais!! Conseguir mais tempo em casa pra estar mais perto da pequena é um sonho! No momento, é O sonho. Deixar de ajudar no orçamento familiar não é uma opção. Mas como eu moro na França as barreiras são diferentes. Tenho um ano pra descobrir como fazer desse sonho realidade (tempo que resta do seguro desemprego).
    Adorei o blog!! Vou acompanhar! 🙂

    1. Gabriela Gama respondeu: em 28.08.2015

      Obrigada pelo carinho Carol! eu não voltei com a Olivia, mas voltei no Pedro meu primeiro filho!
      beijinhos

  2. Janaína M Murgi disse: em 22.10.2015

    Ainda estou na fase de encontrar a empresa diferente e não reconhecer a empresa que tanto amava. Pensa no segundo filho e tbm em não voltar ao trabalho.

  3. Solange disse: em 03.08.2016

    Parabéns, amei seu texto, me identifiquei e me ajudou, 👏👏👏👏👏😂😍💖💋

  4. disse: em 20.10.2016

    Adorei seu texto Gabi!!!! 😍😍😍

  5. PRISCILA disse: em 17.03.2017

    Olá Gabi…amei seu texto, está me ajudando muito!!! Obrigada!

  6. Joice disse: em 19.03.2017

    Me identifiquei!

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