Viajando com dois filhos pequenos

Categorias: Dicas Viagens
Já viajei uma dúzia de vezes com o Pedro e quando já estava achando tudo muito fácil, nasceu a Olivia. Contei em outros posts que meu marido e eu somos mergulhadores e para carregar 30 quilos de equipamento em cada viagem, é preciso ser muito econômico na mala de roupas. Sempre que viajamos, levamos o mínimo possível e ainda assim, voltamos com algumas peças de roupa sem usar.
Viajar com criança pequena é mais trabalhoso do que os 30 quilos de equipamento e é preciso ser organizado para levar tudo que for necessário, sem exageros e grandes sobras. O destino favorito é sempre a casa da vovó, lá temos espaço para deixar algumas coisas importantes como banheira, itens de higiene, brinquedos e fraldas. Isso certamente diminui muito o volume das malas.
Viajei com o Pedro e a Olivia para a casa da vovó, onde ficamos 17 dias. Fui com 2 malas de bordo e uma bolsa de passeio dos pequenos. Claro que para viajar tão economicamente, precisei lavar roupa enquanto estive por lá. Mas acho que se precisasse viajar com malas maiores, isso não seria problema.

A maior dificuldade está na péssima estrutura dos aeroportos e o despreparo dos atendentes das companhias aéreas. Na primeira e até o momento única viagem que fiz com o Pedro e a Olivia, levei mais de 40 minutos para ser atendida no guichê prioritário do aeroporto de Congonhas. Nos colocaram numa fileira no meio do avião com duas crianças pequenas e tivemos ZERO de assistência. O aeroporto de Joinville é menos pior e tem um fraldário limpo e razoável.
Não me imagino ainda viajando com os dois pequenos sem algum tipo de ajuda, por isso peguei uma carona com minha mãe na ida e fui resgatada pelo papai na volta. O que me fez perceber ainda mais a falta de estrutura dos fraldários públicos. Eu tenho direito a um ajudante da companhia aérea, mas pensando bem, seria uma péssima ideia. Já que nem fazer um check in sem dor de cabeça eles conseguem, imagina ajudar com dois bebês.
Chegando em SP eu precisei trocar a fralda da Olivia e me deparei com um trocador em que ela mal cabia, sem um suporte para a bolsa e nem uma boa alma pra me ajudar dentro do banheiro feminino. Se eu não estivesse lá, provavelmente ela voltaria pra casa com a fralda cheia, já que não há trocador no banheiro masculino.
A outra dificuldade, está em circular no estacionamento com dois carrinhos, não há espaço para eles e temos que ficar dando voltas e mais voltas até chegar no carro que estava há menos de 5 metros do nosso nariz.
Agora que sou mãe de dois, preciso me conformar em não poder aproveitar as inúmeras promoções de passagens aéreas, porque não tenho quem me acompanhe no meio da semana.

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