Fisioterapia respiratória para bebes e crianças

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O outono que sempre foi minha estação preferida durante o ano, perdeu a vez para a primavera assim que me tornei mãe. Esta é a estação mais complicada para os bebês, pois as diversas doenças respiratórias atacam sem pedir licença.

Pedro teve bronquiolite com 4 meses de vida, precisou de antibiótico quando desencadeou otite. Embora não tenha ficado tão ruim aparentemente, esta doença foi vista com todo cuidado, já que pode virar pneumonia. Alguns meses depois, Pedro teve uma Parainfluenza e acabou internado por 3 dias. Foi quando conheci a fisioterapia respiratória. Na verdade eu já havia ouvido falar através de uma amiga que precisou inúmeras vezes recorrer ao procedimento em decorrência das pneumonias que a filha teve. Ela sempre me dizia o quanto era importante a fisio e o quanto ajudava a melhorar mais rápido.
Na primeira sessão não vi grandes resultados, acho que foi porque a primeira fisio foi no dia em que ele apresentou piora e logo foi internado. No hospital a Pneumopediatra solicitou 3 sessões de fisio ao dia, o que no final ajudou bastante. Depois da alta, seguimos em casa com mais algumas sessões até que ele melhorasse bem.
Depois disso, esqueci o assunto. Até que a Olivia nasceu, no mesmo mês que o Pedro e com quase 4 meses como ele, teve uma bronquiolite e parecia não conseguir se recuperar sozinha. Mesmo com o acompanhamento de perto da pediatra, tivemos que recorrer ao pronto atendimento porque ela estava com uma grande dificuldade em respirar. A pediatra plantonista sugeriu que fizéssemos uma sessão de fisio para poder reavaliar o quadro. Aceitamos a sugestão visto que a nossa pediatra já havia prescrito 10 sessões a partir do dia seguinte.
Olivia que chegou com a saturação em 96%, depois da fisio conseguiu melhorar bem, ficou mais disposta, respirando melhor e com a saturação em 100%.
Gostamos muito da fisioterapeuta e pedimos que ela desse continuidade às sessões em nossa casa, assim a pequena ficaria mais confortável e não precisaríamos nos deslocar diariamente. A melhora foi super rápida e por isso decidimos dar um descanso para a pequena no domingo que seria a quarta sessão, mas percebemos no dia seguinte que ela teve uma pequena piora. Recomeçamos as sessões e rapidamente ela melhorou.
Achei o site da fisioterapeuta que cuidou do Pedro na época onde ela explica super bem a função e a indicação da fisio respiratória.

“A Fisioterapia Respiratória Pediátrica conta com técnicas de reabilitação pulmonar voltadas para os distúrbios ou patologias respiratórias infantis. A atuação do Fisioterapeuta deve ocorrer o mais precoce possível (desde que a criança esteja em condições clínicas aptas a receber o atendimento) para que a função pulmonar seja restabelecida o quanto antes, evitando assim, o agravamento dos casos com o retorno da criança às suas atividades normais.

O trabalho de Reabilitação Respiratória Infantil pode ser realizado em crianças a partir do nascimento que apresentam patologias respiratórias esporádicas ou crônicas, naquelas que se encontram permanente ou temporariamente dependentes de respiradores artificiais ou de suporte de oxigênio.

É recomendável que em todas as fases (aguda ou crônica) do acometimento cartoonrespiratório e em todos os setores (domiciliar ou ambulatorial, pronto socorro, enfermaria e UTI) haja a avaliação e intervenção de um Fisioterapeuta especializado afim de promover o máximo e mais rápido o restabelecimento pulmonar.

São exemplos de patologias infantis com freqüente necessidade de intervenção Fisioterapêutica na prática pediátrica;

Bronquiolite, Síndrome do Lactente Chiador ou Bebê Chiador, Pneumonia, Fibrose Cística, entre outros.”

Infelizmente muitos planos de saúde não cobrem este tipo de fisioterapia, mas alguns reembolsam parte da sessão. Alguns hospitais e pronto atendimento do SUS tem este tipo de serviço, pois é o último recurso antes de uma internação.

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