A babá e os netos!

Categorias: Depoimentos Mães
Apresentando:
Val, babá do Pedro, mas que trabalha comigo há 10 anos e faz parte da família
Nicolas, 5 anos e meio e neto mais velho da babá
Geovana, 2 anos e meio e neta mais nova da babá
Na semana passada postei na fanpage a notícia sobre a guarda dos netos da Val. Muitas palavras de carinho e incentivo chegaram, mesmo daqueles que não conhecem essa estória. Vou tentar resumi-la ao máximo, porque senão vira um livro.
Desde que soube que a Val seria avó, comecei a ajudar com itens importantes para o Nicolas. Me lembro de ter ido escolher o carrinho de bebê e mais várias coisinhas bacanas pro pequeno que estava a caminho. Nesta época Val trabalhava apenas 2 dias por semana na minha casa, mas volta e meia ela levava o Nicolas lá pra casa. Ele sempre foi uma fofura de menino e eu me divertia vendo ele deitar no sofá com o Paçoca dormindo em cima da sua barriguinha. Depois de um tempo ele foi pro maternal em período integral e as idas pra minha casa ficaram cada vez mais espaçadas. Ainda assim eu mandava presente de aniversário, dia das crianças e Natal, assim como passei a comprar um presentinho para a Val no dia das mães.
3 anos depois, recebi a notícia de que a Val teria uma neta, ela me parecia bem preocupada, pois já cuidava intensamente do Nicolas e não podia contar muito com a mãe das crianças (não vou entrar no assunto mãe e os inúmeros motivos que nos levaram a entrar com o pedido de guarda porque é exposição desnecessária). Pois bem, chegou ao mundo a Geovana e eu novamente tentei ajudar como pude. Nesta época eu já morava com meu marido que adora criança e achava o máximo encontrar o Nicolas em casa de vez enquando. Até que fomos conhecer a Geovana lá na casa da Val em Franco da Rocha quando ela já tinha 8 meses. Ela era uma coisinha fofa e gordinha que mal quis ficar no meu colo. Eu estava grávida do Pedro e com uma barriga enorme, logo depois ele nasceu, eu me tornei mãe e meu coração ficou ainda mais mole.
O fim do ano chegou, Val viajou com os netos para a Bahia onde ela passa férias com a família todos os anos. Quando voltou, o Pedro já tinha 1 mês e nós estávamos de malas prontas para mudar de casa. A partir daquele momento ela trabalharia ainda mais longe de casa e ficaria mais tempo no trabalho, a casa nova tem o dobro do tamanho da antiga (tá longe de ser grande, mas é bem maior) e assim que acabasse minha licença ela ficaria cuidando do Pedro pra mim. Foram 6 meses no corre corre para tentar chegar cedo em casa e liberar a Val o quanto antes, mesmo ela saindo antes das 19h, ela nunca conseguia chegar em casa antes das 22h, o que foi ficando cada vez mais cansativo.
O ano acabou, Val viajou de férias denovo, voltou em janeiro e logo depois no carnaval o Nicolas teve uma infecção grave. Ele é alérgico a picadas de mosquito e numa feridinha entrou uma bactéria que causou uma celulite. Quando ouvimos a estória não imaginávamos a gravidade da situação, mas depois de 5 dias sem que a febre cedesse, resolvemos que era hora de busca-lo e leva-lo numa pediatra de confiança. Fiz um post detalhado sobre a internação dele na época clique aqui.
Passado um tempo percebia a Val cada dia mais preocupada, nervosa e angustiada, até que chamei ela pra conversar. Foi uma sessão desabafo daquelas. Respirei fundo, pensei, orei, digeri e liguei pro meu marido. Conversamos por um longo período de tempo e decidimos que ajudaríamos a Val resolver a situação com os netos.
Cheguei em casa e conversei com a Val novamente, disse a ela que teria nosso apoio incondicional para cuidar das crianças, mas que para isso ela precisava morar mais perto e pedir a guarda dos dois, já que sem este documento a avó pouco pode decidir pelos seus. Começamos uma correria insana para que tudo se resolvesse de maneira simples e rápida. Corremos em paralelo com escola, pediatra, casa e tudo mais o que eles precisavam. Muitos amigos se mobilizaram conosco, doaram roupas, calçados, compraram presentes, cadeirinha para o carro e me incentivaram a seguir adiante com esta decisão de trazê-los para perto.
Da conversa com a Val até  aqui se passaram 4 meses, há pouco mais de 2 que eles mudaram efetivamente pra cá. Moram há 10 minutos a pé da minha casa, numa casinha muito bem arrumada e confortável. Neste tempo todo, o Nicolas e a Geovana tem sido acompanhados por um pediatra, feitos exames adequados para a idade de cada um e estão com a carteirinha de vacinação em dia. O Nicolas está de escola nova, super bem adaptado e frequenta a fono 1 vez por semana. Eu levo e busco ele em todas as sessões. Sempre que posso faço a lição de casa, os exercícios da fono e procuro sempre apresentar novas possibilidades a ele.
De segunda à sexta os dois ficam na minha casa junto com a babá e o Pedro, meu filho. Os 3 se dão super bem, mas como toda criança, as vezes se desentendem. Sempre que possível passeamos e visitamos os dois no fim de semana, vamos ao parque, levamos algum presentinho ou simplesmente vamos tomar um café da manhã com eles. Essa é a parte mais bacana, porque nos sentimos numa grande família e sempre que precisam de algo, estamos a postos para ajudar. Já perdi as contas das madrugadas no PS ou o corre corre do dia a dia para dar conta de 3, mas é um cansaço gostoso como eu costumo dizer.

Bem, acho que é mais ou menos isso. Hoje fomos buscar a sentença de guarda definitiva dos netos para a avó. Termino meu dia com a sensação de dever cumprido, com sorriso no rosto e com o coração tranquilo. Eu e meu marido temos um carinho ENORME pela Val e pelos pequenos, são parte da nossa família. Queremos dar a estas crianças um esperança de um lindo futuro, novas possibilidades e uma realidade boa de vida. Adoro colocar a cabeça no travesseiro e ter a certeza de que eles estão bem e estão pertinho de nós, onde podemos estar sempre a disposição.

Pedro e Geovana brincando

 

4 comentários

  1. Franci Clement disse: em 16.04.2015

    Tô sensível… Chorei… Linda história Gabi, lindo coração… o Mundo precisa de mais pessoas como vc!!

  2. Michele Kaiser disse: em 04.08.2015

    Linda atitude, Gabriela! Parabéns!!

  3. Debora disse: em 29.02.2016

    Lindo! O mundo precisa de mais pessoas como você!

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