Porque eu trabalho fora de casa…

Categorias: Depoimentos Mães
Entre tantos assuntos abordados e divulgados na internet e redes sociais, está a tercerização do filho. Li pouca coisa a respeito e me senti aliviada por saber que mesmo trabalhando fora, estou bem presente na vida do meu filho e não abro mão das tarefas que competem à mãe. Isso inclui a consulta ao pediatra, o pronto socorro, ficar em casa quando ele está doentinho, deixar os compromissos menos importantes de lado para ficar mais tempo com meu filho. Em qualquer situação, o Pedro sempre prefere a mãe ou o pai no lugar da babá, embora ele fique muito bem com ela.
Ouço muitas mães alegarem que a jornada longa de trabalho, às vezes de 12 horas ou mais, servem para pagar a escola dos filhos. Se pensarmos apenas na escola, seria mais saudável que a jornada de trabalho diminuísse e o filho aproveitasse melhor a mãe e a sua casa. Menos tempo na escola = mensalidade mais barata. Mas pensando mais profundamente sobre o trabalhar fora, percebo que pagar as contas nem sempre é o principal motivo.
Neste caso posso falar de mim. O trabalho é o que me faz levantar da cama todo dia pela manhã, tomar banho, café e me arrumar para sair de casa. Embora não esteja completamente feliz no meu trabalho, tenho uma jornada de horários bastante tranquila, o que me permite sair quando o Pedro já acordou, almoçar em casa quase todos os dias e chegar de noitinha enquanto ele ainda tem pique pra brincar.

Aqui em casa o trabalho não paga apenas a escola, ele supre minha necessidade de me sentir útil, de ver gente, de cumprir horários e estar disposta quando chegar em casa. Quando não trabalho, por mais que eu tente, não consigo manter uma rotina, o dia acaba e eu ainda tô de pijama. Home office não funciona pra mim, pelo menos até aqui não funcionou.
Deixando a realização pessoal e profissional, pensando como mãe, quais os motivos que me fazem todos os dias sair e deixar meu filho com a babá, passar o dia com saudade e saber que ele também sente minha falta? Neste caso, trabalho exclusivamente pelo dinheiro, que no meu caso não paga somente a escola.
Moramos num país onde a saúde pública não funciona, e a privada funciona se você puder pagar um hospital de alto padrão ou um plano de saúde caríssimo que é meu caso. Também não temos boas escolas públicas, e quanto melhor o ensino, mas caro se paga por ele. Depois temos os remédios, as fraldas as roupas que aqui são caríssimas. Hoje entendo porque tantas mães viajam e fazem o enxoval até 2 anos de idade pros filhos.
Por fim, trabalho para poder proporcionar alguns mimos ao meu filho, para poder comprar algo que acho bacana pra ele, leva-lo pra passear, viajar um pouco, ir ao teatro e o que mais aparecer pra gente fazer.
Acredito que criança feliz, é criança que vive num lar tranquilo com pais felizes também, algo que eu não seria se fosse uma dona de casa.

2 comentários

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    Deise Melo disse: em 30.06.2014

    No meu caso o trabalhar fora seria mais para auxiliar nas despesas de casa, mas desde antes de ter filho já havia decidido que quando arrumasse um, deixaria de trabalhar por pelo menos o período de 02 anos. Pra mim essa coisa de ser dona de casa também não funciona, mas meu antigo emprego deixaria muito enviável o meu papel de mãe (trabalhava em outra cidade, saia muito cedo e chegava tarde), então provavelmente não veria meu pequeno crescer. Ha muitas coisas que eu sei que durante esse período terei que abrir mão (coisas pra mim, coisas pra ele), e também teremos que fazer ajustes financeiros, mas estou feliz, tranquila pela decisão que tomamos em conjunto eu e meu marido! 🙂

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    Fabiana Lira disse: em 04.07.2014

    Eu e meu marido dividimos todas as despesas da casa e portanto, deixar de trabalhar ou trabalhar meio período (sou professora) não é opção. Também trabalho para ver gente e me socializar! Precisamos disso, nossa mente precisa disso!!! Minha escola me deu um horário bem flexível e saio mais cedo 3x/semana e agora q moro perto da escola posso voltar rápido e curtir o fim de tarde com o Pedro!

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