Amamentar é possível, acredite em você

Categorias: Aleitamento Materno Alimentação
O primeiro post do blog, foi meu desabafo sobre as dificuldades em amamentar meu filho. E hoje, gravida novamente, tenho pensado muito sobre o que fiz de certo e o que fiz de errado. A primeira coisa que me veio em mente, foi um post do neonatologista Cacá, pediatra do Espaço Nascente.
Se eu tivesse lido antes, com certeza teria feito muitas coisas de maneira diferente. No blog dele tem muita coisa boa sobre amamentação, vale sempre a leitura.

Mas voltando a amamentação, vivemos num mundo moderno, com muitas mamadeiras bacanas, leites especiais e mães estressadas com o trabalho, ou muito ocupadas a ponto de esquecer do mundo e relaxar completamente. Eu fui uma dessas aí, mas que se arrependeu a tempo de conseguir amamentar. São poucas as pessoas que de fato nos incentivam a amamentar, muitos acham que é besteira e que como fomos criados com o leite de vaca, nada mais justo do que um leite artificial moderno e cheio de vitaminas pro bebê. Ele não vai chorar de fome, não vai acordar a noite, e você não vai ficar exausta.Pensando em todo o sufoco que passei, identifiquei algumas causas de tanta insegurança, e no porque do fracasso em amamentar diversas vezes.

A primeira mentira contada é lá na maternidade, de que vc tem que amamentar 15 minutos de um lado, depois mais 15 do outro e ai de você se não souber a pega correta. Em vez de encontrarmos apoio e conforto, nos deparamos com enfermeiras que mais parecem robôs, insensíveis àquele momento e incapazes de prestar um bom serviço quando o assunto é ajudar a mãe cuidar do seu bebê. Achei que eu tinha sido a única azarada, mas ao conversar com algumas mães, percebi que muitas passaram por este mesmo problema. Algumas ainda tiveram a infelicidade de flagrar a enfermeira oferecendo mamadeira sem o consentimento da mãe.

 

A segunda barreira acontece em casa, logo que chegamos. Geralmente optamos pela ajuda da mãe, que é sempre muito bem vinda, mas muitas delas são as grandes incentivadoras da mamadeira. E não existe nada mais desesperador do que ter alguém buzinando na sua orelha dizendo que você não consegue, que você não é capaz, que se não jorra leite você não é capaz de alimentar seu filho. Esse tipo de comentário é mais do que uma tortura psicológica e não ajuda em absolutamente nada.

A terceira barreira muitas vezes é encontrada no consultório do pediatra. Embora muitos concordem que cada pessoa é única e se desenvolve a seu tempo, utilizam de uma tabela padrão onde os bebês precisam engordar X gramas por dia. Muitas mães voltam desoladas do consultório com uma prescrição de leite artificial porque seu bebê não está engordando o quanto a tabela diz que deveria. Acho que aqui cabe uma analise mais aprofundada da família, biotipo e saúde do bebê, não só o peso.

A quarta barreira é a falta de informação geral, muitas mães não sabem como agir e como cuidar dos seus filhos, não tem suporte de uma pediatra adequado e ainda tem que ouvir um monte de conselho azedo das amigas, parentes e quem mais se achar no direito de se meter.

Se conselho fosse bom não se dava, mas sugiro que cada mãe siga seu instinto, porque no fim, só a gente sabe onde aperta o calo. Instinto de mãe costuma funcionar melhor do que qualquer receitinha caseira. Leia, pesquise, procure grupos de apoio ao aleitamento, grupos virtuais que lhe acrescentem e lhe ajude nos momentos difíceis. Ter apoio nesta fase é fundamental para o sucesso na amamentação. Ter um parceiro que acredita nos seus instintos também faz toda diferença.

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