1 ano e 2 meses, angústia da separação e a nossa rotina

Categorias: Desenvolvimento Filhos
Diversão na hora do banho com a mamãe 🙂
Quando o Pedro estava com mais ou menos 8 meses de idade, escrevi sobre a crise de angústia e separação. Pois bem, 4 meses depois, estamos revivendo este momento.
Todas as manhãs quando o Pedro acorda cedo, me viro em duas para poder me arrumar, tomar banho, café e me aprontar para o trabalho. A babá chega e eu saio, fim! Mentira!!! Ultimamente a babá chega e eu tento fazer com que o Pedro prefira ela e não chore na hora de me dar tchau, mas nenhuma técnica parece dar muito certo. Procuro me despedir e explicar que ao meio dia assim como no fim da tarde estarei de volta, inteirinha pra ele. Ele muitas vezes fica chateado e eu saio com o coração na mão. Se ele chora quando eu fecho a porta, eu choro junto, mas sem ele ver. Parece que quanto mais o tempo passa, mais difícil fica essa separação, tenho tentado adaptar uma nova rotina a cada dia para amenizar essa distância.
Na hora do almoço geralmente o Pedro está dormindo, e quando acorda gosta de brincar no seu quarto sozinho, não costuma perceber minha presença e minha saída de casa. Quando chego e ele está acordado, brincamos o máximo de tempo possível, muitas as vezes a despedida é difícil pra ele.
Quando minha mãe foi embora, o Pedro havia acostumado a dormir sozinho no berço ao som do seu móbile musical. Ao primeiro sinal de sono, eu colocava ele no berço, deixava a luz bem baixinha e ele se preparava pra dormir sozinho. Essa técnica que parecia infalível durou apenas alguns dias. Ele continua dormindo no berço, mas agora precisa de companhia e da minha mão pra segurar. Nos dois primeiros dias eu achei essa rotina bastante cansativa. Sentar e estender a mão por uma ou duas horas, então resolvi fazer diferente.
Quando saio do trabalho procuro dar uma caroninha para a babá até a estação de trem, afinal não custa nada facilitar a vida de quem tanto nos ajuda. Assim que vejo o Pedro, explico que vamos passear pra levar a tia Val e logo depois voltaremos pra casa.
Como sempre chego em casa com fome, procuro fazer o Pedro participar da minha refeição. Vamos juntos pra cozinha, dou algo pra ele se ocupar ou fico falando tudo o que estou fazendo, desde cortar o pão, até começar a comer. Costumo fazer isso enquanto preparo a mamadeira dele também. Ele fica me olhando atendo sem fazer barulho.
Já de barriguinha cheia, o que nos resta é brincar até cansar e depois um banho para começar o processo do sono. Antes eu dava banho no Pedro e depois tomava meu banho sozinha enquanto ele ficava no berço brincando, mas ultimamente ele não tem ficado bem enquanto está sozinho. Agora tomamos banhos juntos e enquanto me enxugo, ele brinca na água até que eu consiga pega-lo. Não consigo mais tomar aqueeeeeeele banho relaxante, mas tenho me divertido bastante. Acreditem, é preciso alguns malabarismos quando se tem um banheiro apertadinho.
Depois dessa maratona toda, é hora de reduzir as luzes, ouvir música e sentar ao lado do berço, até que o pimpolho caia no sono. Engraçado que depois de um tempo brincando sozinho e completamente concentrado, ele levanta sorri e fica esperando eu estender a mão. Digo que é hora de fazer naninha e ele deita todo sorridente segurando em mim e assim ficamos por algum tempo até que ele durma. Geralmente eu fico mais uns minutinhos velando seu sono e admirando a pessoinha fofa e simpática que é o Pedro.
E vamos seguindo assim, cada dia menos tempo pra mim e mais tempo pra ele. Cada dia com mais amor e mais sorrisinhos sapecas!

1 comentário

  1. outubro 10, 2016 - Crise dos 8 meses

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