As coisas simples da infância

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1º banho de piscina na casa do biso
Há alguns dias venho pensando sobre este assunto. Nasci e cresci numa cidade com cara de interior, fui criada sem frescura, internet e vídeo game. Passei a infância produzindo a maioria dias meus brinquedos, pedalando na rua de casa, subindo em árvores e andando pela vizinhança até minha mãe sair gritando meu nome tarde da noite. Me lembro de na adolescência, ver meus primos crescerem da mesma forma que eu. Embora as dificuldades da vida simples, da separação dos meus pais e da relação difícil e quase inexistente com meu pai, fui bastante feliz na infância. Hoje consigo entender tantas coisas do meu passado, da minha mãe e da minha vida, que posso dizer que o balanço geral é bastante positivo.
Lembro também das férias de verão, sempre passadas na casa de praia dos meus avós. Este ano, a cena se repete, viemos passar as férias na casa do vovô, o biso do Pedro.
Chegamos por aqui dia 27 de dezembro à meia noite num calor doido. Viemos carregados de coisas do Pedro, e com o mínimo de coisas nossas possíveis.
Nada como uma boa noite de sono pra acordar tranquilo e curtir esse lugar sensacional que meu avô escolheu para curtir a vida.
Este verão anda bem intenso e o calor já passou do aceitável, mas quando se está a 2 metros da água do mar, tudo fica mais fresco e divertido.
Trouxemos a piscina que o Pedro ganhou do tio André, e alguns brinquedos de praia, nada exagerado. Pedro adorou sua experiência na piscina, tanto com ela nomar, quanto na varanda de casa. Ao contrário dos dias que fica em casa no apartamento, aqui pouco se movimenta. Passa o dia entretido com seus brinquedos e com a água da piscina. Ele parece ter gostado de passar o dia de sunga e sem fralda.
Cada dia que passa ele inventa uma brincadeira nova, mas a melhor de todas é brincar sentado na pia tentando pegar a água que sai da torneira. Ficar em pé sozinho e sem apoiar em nada também parece ser muito divertido, todas as vezes que cai, ele morre de rir.
Vendo ele brincar, com as coisas mais simples, me faz lembrar minha infância, cheia de areia pelo corpo, com um potinho ou dois e muito banho de mangueira. Que delicia reviver isso tudo, como é bom olhar o que passou com um sorriso no rosto e sentir-se abençoada por tudo o que a vida me proporcionou até aqui.
As vezes me pego pensando em como o Pedro vai se sentir quando voltar a SP e passar grande parte do dia dentro de um apartamento. A meta deste novo ano, é acordar mais cedo e dedicar mais tempo ao ar livre com o pequeno, tornar os dias dele interessantes e divertidos, com tudo que uma infância merece.
Que nós mães, possamos reviver um pouquinho da nossa infância através dos nossos filhos. Que possamos sorrir com uma simples descoberta e estar presente, de mão estendida a cada tropeço ou tombo, enquanto nossos filhos ainda não souberem caminhar com suas próprias perninhas, e ainda precisem da nossa ajuda para dar seus curtos passinhos.

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