Cuidados com a saúde do bebê

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Me lembro bem, das inúmeras vezes que fiquei doente quando eu era criança. Naquela época minha avó que achava que toda e qualquer receita caseira era milagrosa, experimentava as tais receitas em mim. Sei que ela queria meu bem, mas se eu tivesse sido medicada corretamente e sempre acompanhada de um médico, talvez eu tivesse tido menos noites mal dormidas e a saúde restabelecida mais rapidamente. Antigamente a relação médico paciente era muito diferente, consultas ao pediatra  serviam somente para pesar e medir na época de tomar as vacinas e nada mais. Minha saúde melhorou de fato muito mais tarde, quando eu já tinha mais de 20 anos. Toda vez que me lembro dos inúmeros chás que tive que tomar pra curar isso ou aquilo, sinto arrepios. Acho que por isso a cada espirro, vou ao médico!
30 anos depois as coisas mudaram bastante, na medicina e também na quantidade de informações disponíveis para cuidar de um bebe, acho que tem informação até demais e em determinados momentos, opiniões contrárias só nos confundem. Pra isso, um pediatra de confiança é fundamental. Já disse em outros posts que além de competente, o pediatra escolhido precisa ter uma conduta médica condizente com a expectativa da mãe.
Pedro nasceu numa das melhores maternidades do Brasil, a escolha foi justamente a tranquilidade em saber da capacidade dos profissionais que ali trabalham em caso de intercorrências. A escolha da pediatra seguiu a mesma linha. Não bastasse ter uma pediatra muito boa, agora temos duas, já que a primeira está de licença maternidade e só volta em 2014.
Pedro sempre foi um bebê extremamente saudável, teve uma bronquiolite aos 4 meses que foi rapidamente tratada e manteve-se bem por muito tempo.
Há 10 dias o Pedro começou com uma tosse chata que evoluiu para uma gripe. Levamos ele ao PA e a prescrição foi inalação e soro no nariz para aliviar o entupimento. Os dias passaram, a febre apareceu e uma pequena recaída no quinto dia da gripe. Depois de uns dois dias parecia que a coisa tava melhorando, mas ontem ao chegar em casa, percebi que ele não estava muito bem. Um choro doído, dificuldade para respirar e muita tosse. Decidi leva-lo ao PA novamente, lá ele foi examinado e encaminhado para fazer um raio x e um teste rápido para influenza, por sorte o segundo deu negativo, mas no raio x foi diagnosticado uma bronco pneumonia leve. Tive vontade de chorar quando ouvi, mas não podia desmoronar, mesmo cansada e preocupada ouvi as orientações atentamente e de lá fomos pra farmácia comprar o antibiótico que nos acompanhará por 10 dias.
Hoje cedo o Pedro acordou bem ruinzinho e eu quase não fui trabalhar, fiquei bastante tempo com ele, até que apresentasse alguma melhora. Para dar o antibiótico testei a chupeta da Munchkin que ganhei de uma amiga, própria pra remédio. Coloquei o medicamento e ofereci a chupeta. Para nossa surpresa, ele “mamou”o remédio todo.
Fui trabalhar com o coração na mão, o dia foi uma loucura hoje no escritório, mas consegui escapar na hora do almoço para ve-lo em casa. Foram poucos minutos, mas super bem aproveitados. Dei o remédio da tarde e voltei ao escritório. Trabalhei sem muito foco, sim é complicado trabalhar quando se tem um filho doente em casa. No fim do dia como de costume, liguei pra casa pra saber dele e tive a notícia de que ele estava bem melhor. Cheguei em casa aliviada.
Pepeu há pouco, brincando feliz!
Papai também chegou cedo hoje, e estamos aqui na sala vendo o pequeno brincar, já com menos tosse e sem reclamar muito.
Por mais que o cuidado em casa exista, nada substitui um médico capacitado para cuidar da situação, e nada mais reconfortante do que ter um PA quase na esquina de casa com um atendimento pra lá de ótimo. Acredito que a medicina está a nosso favor e à nossa disposição. Pena que este tipo de atendimento, rápido e eficiente não esteja ao alcance de todos.

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