Por mais compreensão materna

Categorias: Comportamento Mães
Este é um assunto que tive vontade de abordar desde o início do Blog, mas foi um tema que fui deixando passar com o tempo. Ele voltou a rondar meus pensamentos na semana passada quando publiquei a viagem do Pedro com a babá. Acreditem, o post sobre o motivo da viagem é o mais lido nos últimos dias e tem alavancado as estatísticas do Blog. Como já disse no outro post, mamães, leitoras e afins me perguntaram o porque deste tempo sem o Pedro.
Expliquei de maneira muito sincera o porque do Pedro ir para a casa da vovó apenas com a babá e garanto a vocês que até agora estou colhendo bons frutos desta viagem. Além de descansar, mudei um pouco a rotina do pequeno e temos brincado e nos divertido muito mais.
Mas o motivo deste post não é para falar da viagem do Pedro e sim para falar sobre o motivo que me levou a lembrar falta de compreensão materna.
Desde que o Pedro nasceu, tudo que mais fiz foi ler, pesquisar, participar de blogs, grupos de discussão e curtir páginas relacionadas ao assunto. A maioria das publicações contribuíram muito no meu dia a dia como mãe e me ajudaram a curtir a maternidade com mais leveza e tranquilidade. Mas no meio de tanta coisa boa, me deparei com algumas situações desagradáveis. Fui parar num grupo super radical sobre amamentação, onde não havia nenhum tipo de apoio às mães, e sim julgamento e acusações. Outras situações também desagradáveis pude ver em determinados grupos de discussão, onde a acusação venceu o pedido de ajuda. Sinceramente não consigo entender muito bem o objetivo dos grupos extremamente radicais, onde qualquer pedido de ajuda diferente do que se espera é devolvido a pedradas. Eu mesma já fui muito mais radical e teimosa com determinados assuntos e até intransigente em alguns deles. Mas é impossível ignorar a experiência e paciência que a maternidade nos traz.
Maternar uma criança é o maior presente que Deus pode dar a uma pessoa, mas isso não faz dela uma expert no assunto da noite por dia. Penso que os 9 meses de gestação servem como um prévia das transformações diárias que ocorrerão em nossa vida. Quando o filho nasce, é sabido que as dúvidas e os medos também aparecem, acho que nessa hora o que fala mais alto é o instinto. Instinto esse que quer proteger, cuidar, zelar, é o amor que vai crescendo e se transformando aos poucos. Com isso, como não pensar que o instinto de uma mãe pode ser completamente contrário à outra? Como achar que só a sua verdade é a que vale? Eu que sempre fui a mais teimosa de todas, percebo que não existe certo e errado, existem escolhas e consequências. Maternar nem sempre é fácil e prazeroso, poder colaborar, confortar uma mãe ou simplesmente tentar entender o seu cansaço, seu despreparo ou aflição é a maneira mais gostosa de dividir a experiência da maternidade. Vivemos num mundo onde desejamos mais coerência e menos julgamento. Porque não aplicar isso ao nosso dia a dia?
Sugiro a todas as mães que participam ativamente de grupos, páginas e blogs que inspirem-se e contribuam através da sua vivência materna. Ajudar uma mãe aflita e tornar o dia dele e de seu bebê mais leve e tranquilo pode ser uma boa maneira de ajudar o próximo.
Mas porque estou falando sobre isso mesmo? Porque da mesma maneira que diversas mães compartilharam comigo a experiência do cansaço, tantas outras compartilharam seus julgamentos. Saibam todas que a compreenção me deixou marcas positivas desta experiência, os julgamentos foram ouvidos, e deixados de lado por nada acrescentar ao meu dia a dia. Tenho a absoluta certeza de que contribuir com alguém nos faz melhor a cada dia e se não puder contribuir, um sorriso, um abraço ou o silêncio também sempre serão bem vindos.

Deixe seu comentário