As brincadeiras de antigamente e os brinquedos de hoje!

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brincadeiras de antigamente

Há algum tempo fui almoçar com meu marido em uma batataria perto de casa e observei algo bastante inusitado. Um casal com dois meninos desenhando e brincando de forca. A família interagia tranqüilamente e pareciam totalmente felizes com o almoço regado a brincadeiras de criança. Sobre a mesa não havia tablet, celular ou qualquer outra traquitana tecnológica. Esta cena me marcou bastante, cheguei a comentar com o meu marido sobre o que estávamos vendo e como eu gostaria que num futuro próximo pudéssemos repetir tal cena com nossos filhos. Anos atrás esta cena seria comum e provavelmente não chamaria a atenção de ninguém. Me lembro de brincar muito com meus primos, passávamos o dia na rua ou no quintal de casa fazendo muitas atividades. Lembro também quando chegou o vídeo game na casa dos meus primos, eu nunca tive um e confesso que não me fez falta. No início passávamos horas na frente da TV ansiosos por jogar, mas em pouco tempo perdeu um pouco a graça e as brincadeiras ao ar livre voltaram a ocupar nosso dia a dia.

Da minha infância pra cá tanta coisa mudou. As informações sobre educação e comportamento estão a disposição de quase todo mundo. Mas o dia a dia e as brincadeiras também mudaram e muito. Não me sinto confortável em avaliar se está melhor ou pior, mas tenho plena convicção de que as crianças dos anos 80 tiveram infância, daquelas que se brinca até não agüentar mais, que só voltam pra casa quando a mãe sai pela rua chamando pra tomar banho. Tenho ótimas lembranças desta época e claro, sinto saudades.
Percebo atualmente uma mudança de valores em relação aos brinquedos. Crianças cada vez mais necessitadas de brinquedos, jogos e afins. Me parece uma necessidade muitas vezes além do normal, como se estes acessórios servissem não só como entretenimento e passa tempo, mas também como preenchimento de um vazio que está longe de ser preenchido pela conversa, pelo tempo dedicado pelos pais aos seus filhos. Sinto profundo incomodo ao me deparar com famílias que não conversam, que sequer se olham nos olhos e tampouco entretém uma criança num restaurante ou algum outro lugar. Cada vez mais me deparo com essas famílias, onde cada um esta conectado a alguma coisa pelo celular ou tablet. Crianças que não conversam com seus pais e passam horas jogando em um tablet sem apreciar as casas da vida. Em alguns casos, essas crianças só comem quando estão entretidas. Nem o prazer pela comida demonstram.
Já fiz um post sobre os brinquedos do Pedro, de lá pra cá talvez ele tenha ganho dois ou três novos. Algumas mães acham que os filhos precisam ter infinitas opções para brincar afim de nao entediar-se. Eu acredito que brinquedos educativos, também chamados de pedagógicos, são capazes de alimentar a imaginação de uma criança pior bastante tempo. Fico imaginando como será a vida daquela criança que tem um zinho de brinquedos, e que crescerá sem saber o que é não ter tal coisa. A vida ensinará que não se tem tudo que deseja da maneira mais dura. Ou os pais conviverão com crianças frustradas e entediadas ao longo da vida se perguntando onde foi que erraram. Ouvi certa vez de uma amiga, que os tempos mudaram, esta frase foi para justificar o fato do seu filho aguarda-la diariamente ansioso para ver o que ia ganhar quando ela chegasse em casa. Sim ela levava um brinquedo a cada dia e justificava que em sua infância ela também esperava muitos presentes que não chegavam. Ela não me parece traumatizada por isso, parece apenas uma mãe que não quer ver um filho frustrado pela falta de um brinquedo novo. Será possível viver uma vida inteira sem frustrações? Não não será, e se aprendermos a lidar com ela mais cedo, talvez possamos estar mais preparados as elas no decorrer da vida.
Os brinquedos ao meu ver não devem ser mais interessantes do que o relacionamento interpessoal, não o tempo todo pelo menos. Os brinquedos que considero ideais são aqueles que ajudam o desenvolvimento cognitivo da criança, que os fazem pensar, imaginar, sonhar. Muito diferente da TV e dos famosos desenhos que as crianças se mostram cada vez mais viciadas, mas quem não tem nenhum beneficio além de alguns minutos de sossego para os pais. Não consigo enxergar os beneficios da TV no sentido pedagógico da coisa. Já ouvi muitas amigas, que o desenho é otimo, que as crianças adoram, aprendem a bater palminhas, e a identificar cores e objetos. Sinceramente acho que existem outras maneiras muito mais criativas e interessantes de fazer uma criança aprender a bater palminhas e identificar objetos. A leitura é muito mais benéfica do que a TV. Sei também que sou bastante radical neste assunto, e não me vejo mudando de opinião sobre este assunto especificamente. Portanto mães, sugiro que não invistam seu tempo tentando me convencer dos beneficios da tal Galinha Pintadinha e outros desenhos famosos que existem por aí. O Pedro raramente vê TV, e mais raramente ainda é colocado para assistir desenhos. Preferimos aqui deixa-lo no chão se divertindo com seus brinquedos.

Resolvi escrever sobre este tema tão polêmico para algumas mães, depois de ter conhecido uma loja sensacional e rara nos dias de hoje. Um loja de brinquedos pedagógicos em madeiras, e os brinquedos que brincávamos na época da minha infância. Me diverti na loja por um bom tempo, só não fiquei mais porque os 11kg do Pedro o colo me fizeram aceleram o passeio.Fica aqui minha super dica, uma visita na loja Trenzinho que fica em Pinheiros, SP!

1 comentário

  1. Avatar
    ♥ Nanda ♥ disse: em 08.10.2013

    olá realmente as brincadeiras de antes
    e as de hoje tem muita diferença
    linda tarde bjs

    http://sermamaepelasegundavez.blogspot.com.br/

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