Como é difícil sair para trabalhar e deixar o filho em casa

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deixar o filho em casaVoltei a trabalhar há 3 meses e meio, mais da metade do tempo que fiquei com meu filho. O tempo parece não passar de segunda a sexta, mas quando chega o fim de semana, parece não ser suficiente para fazer tudo que eu gostaria com o pequeno.

Planejei morar perto do trabalho, para poder ficar perto do meu filho. Estar a 8 minutos dele me deixa muito mais tranquila para trabalhar, consigo me concentrar quase o dia todo. Trabalhar perto de casa me permite várias coisas, como almoçar em casa e ver meu filho. Na verdade a hora do almoço é sempre uma correria, uso este tempo para ir ao mercado ou à farmácia. Com criança pequena, a lista de compras nunca acaba. Nem sempre consigo almoçar com a calma que gostaria e ter alguns minutos para brincar com o meu pequeno. Mas só de poder ve-lo, dar um colinho e encher ele de beijos, meu dia já fica muito mais gostoso.

Juntando licença maternidade, licença amamentação e quase 50 dias de férias, fiquei 6 meses em casa cuidando do filhote. Todo mundo me dizia que depois do terceiro mês eu faria qualquer coisa para voltar ao trabalho. Senti ZERO de vontade de trabalhar, aliás, queria ter me preparado financeiramente para pedir demissão, me dedicar exclusivamente ao meu filho e talvez a alguma outra atividade que não demandasse muito do meu dia.

Tirando a semana anterior à volta, que foi marcada pelos vários momentos de choro, culpa e um pouco de desespero. Encarei a volta ao trabalho como algo necessário e prazeroso, me senti em partes muito feliz por voltar a ver gente, falar sobre coisas legais, trocas as havaianas por um sapato, voltar a ativa pra valer.

Ninguém me contou que a parte mais difícil de deixar o filho em casa e sair pra trabalhar não seria quando a licença acabasse, e sim a medida que ele fosse crescendo. Pedro completou 6 meses na semana que voltei a trabalhar, embora eu tenha sofrido um pouco. Ele ficou bem. Já estava super acostumado com a babá e não demonstrou grande sofrimento com a minha ausência. As segundas feiras sempre foram mais difíceis, porque o Pedro passava o sábado e o domingo grudado comigo e com o pai. A casa nunca mais foi a mesma às segundas, a babá passou a dedicar mais tempo pro Pedro e menos tempo pra organização. Precisei adequar a casa ao tempo dele. As roupas começaram a ser passadas fora, os almoços ficaram mais simples e eu passei a deixar as coisas mais ajeitadas antes de sair.

Com o passar do tempo, decidi que teria um dia na semana para almoçar cazamiga do trabalho ou simplesmente bater perna no shopping sem o corre corre do resto da semana. Isso me fez um bem danado e parei de me sentir cansada por ficar indo pra lá e pra cá o tempo todo. Escolhi a sexta feira para isso, visto que de sexta à noite até segunda de manhã meu tempo é exclusivamente da família. As vezes abro mão da minha sexta, quando não consigo almoçar em casa no resto da semana devido ao trabalho. Coisa que raramente acontece.

O tempo passou voando e o Pedro cresceu bastante. Seus cabelinhos estão compridos, seus dentinhos estão quase nascendo, seus pezinhos já ficam firmes no chão e agora ele já entende que não somos a extensão um do outro. Esta deve ser a pior descoberta de um bebê, quando ele descobrem o que é saudade. Ai como dói essa saudade! Cada dia que passa fica mais difícil me despedir dele pela manhã e após o almoço. Ver ele batendo os bracinhos pedindo colo enquanto eu dou tchau lá da porta, me corta o coração. O que me conforta um pouco, é saber que ele está bem cuidado e em segurança dentro de casa.

Hoje entendo perfeitamente, cada mãe que decidiu parar de trabalhar para cuidar do seu filho. Embora continue achando que trabalhar é saudável e faz bem pra cabeça! Bom mesmo é trabalhar com o que gosta e de quebra ter bastante tempo pra ficar com o filho!

1 comentário

  1. R-D ANGEL O disse: em 17.09.2013

    Oi Gabi, esse post está d+! Pois é, o ficar em casa e cuidar 100% do bb é maravilhoso… mas voltar a trabalhar é muito saudável e faz bem pra cabeça com certeza! Tenho tido dias difíceis com relação a isso (ter o meu tempo) mas quando pego ele no colo, vejo o sorriso e outras coisas mais, me faz ter forças para aguentar e sei que é passageiro já já poderei ter mais tempo! Por isso digo que todas as decisões são sábias e boas para cada um de um jeito 🙂 bjs

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