Adaptação mamãe e bebê!

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Ninguém explica muito bem o que acontece com a gente e o bebê quando voltamos para casa depois da maternidade. Quando estamos lá, cercadas de gente, médico e enfermeiros, parece tudo muito fácil. Me lembro de ter saído da maternidade convicta de que a vida seria muito tranquila, mesmo após o nascimento daquela pessoinha que eu mal conhecia, mas já amava incondicionalmente!
Mais difícil do que dar banho, cuidar do umbigo, trocar fralda, é a amamentação. Toda mãe que pretende amamentar investe um tempo lendo sobre o assunto. No manual é tudo lindo e simples, na prática isso pode ser um verdadeiro desastre! Nestes primeiros dias o leite desce e é aí que começamos de fato a amamentar, é aí que surgem as dúvidas sobre tempo, quantidade de mamadas, pega correta, etc., etc., etc…
Os primeiros dias costumam ser mais tensos, tudo é muito novo ainda. Bebês novinhos costumam dormir muitas horas por dia, isso ajuda a gente a descansar e pensar um pouco sobre como cuidar deles. Existem até algumas tabelas de referência de sono, eu não costumo consulta-las porque acredito que cada bebê se desenvolve de um jeito e tem seu tempo. Isso não significa que ele esteja certo ou errado, dentro ou fora do padrão.
Se pararmos para pensar que este novo serzinho, não conhecia o mundo aqui fora até poucos dias. Entenderemos que certamente se sente inseguro com tanta novidade de uma vez. Se fizermos uma relação barriga/berço, conseguiremos entender melhor porque eles sempre preferem o nosso colo do que o berço, moisés ou o carrinho!
Bebês até os 3 meses de idade precisam MUITO de aconchego, carinho e colo, muito colo. Passaram 9 meses quentinhos e aconchegados na barriga e se sentiam protegidos ali, é natural estranhar este novo mundo. A pediatra do Pedro sempre diz que não se educa um bebê de 10 ou 15 dias de vida, que os costumes que queremos dar aos filhos devem começar a ser implementados a partir dos 6 meses de vida (já mencionei isso em outro post).
Não acredito na teoria de que se o bebê acorda de madrugada para mamar, acordará sempre porque ficará habituado àquilo. Acredito que se ele acorda é porque está com fome, sede ou precisa de uma fralda limpa, ou até de um colinho para se sentir seguro. A medida que eles crescem, a dependência mamãe e bebê na madrugada diminui gradativamente, e por isso que acho desnecessário treinar o bebê a não mamar, trocar fralda ou acordar a noite, ele vai deixar de fazer tudo isso conforme for crescendo. Também não acredito que um filho que mama no peito e adormece nele, só conseguirá dormir desta forma, pode até ser que seja assim no começo, mas isso não dura pra sempre, a necessidade de sucção do bebê diminui conforme o seu crescimento. Paciência é a palavra chave nos três primeiros meses. As noites em claro deixam a gente destruída, no limite da razão e beirando cometer algumas loucuras, mas isso também passa e por mais difícil que pareça, passa muito rápido.
Nós mães, procuramos sempre estabelecer vínculos, costumes e rotinas com nossos bebês, mas precisamos também ter a sensibilidade de observar se isso é bom ou ruim. Cada criança tem seu ritmo, seu tempo e seu jeito de ser. Nem todos os bebês se adaptam a rotinas e horários, na verdade acho que nenhum! Observar e adequar-se às necessidades do seu filho, é importante e fará com que ele se desenvolva melhor. Alguns estudos inclusive relatam isso.
Meu conselho a todas as mães é que amamentem seus bebês em livre demanda pelo tempo que eles desejarem, que curtam dar um colinho bem gostoso, que não deixem o bebê chorando sozinho no berço, e que aproveitem cada momento, pois eles passam e não voltam mais!
Pedro curtindo um colinho no seu segundo dia de vida!

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