A percepção da sexualidade

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Um tema a ser tratado na infância, que nem me passou pela cabeça, foi o sexo. Pedro tem apenas 8 meses e achei que levaria anos para começar a pensar neste assunto, até que vi a publicação de uma amiga especialista no assunto falando sobre isso!
Segue o trecho da entrevista publicada no site eJesus
JE – Com quantos anos uma pessoa passa a pensar em sexo? A partir de que idade os pais devem sentar com seus filhos e falar sobre o assunto? 
Gina: Bem cedo, em torno de 2 a 3 anos, as crianças percebem as diferenças sexuais através das roupas e dos brinquedos. Com 4 anos se estabelecem os papéis de gênero (os comportamentos de menino e de menina), processa-se a identificação sexual. A criança brinca de família e de casamento. Neste caminhar, muito importante na educação sexual é respeitar a curiosidade da criança, a criança não deve ser punida ou ter respostas evasivas diante de uma dúvida ou inquietação. Fazer ‘segredos’ sobre sexo gera na criança desconfiança e suspeitas. Os pais devem ter uma postura onde as queixas, as dúvidas e as curiosidades sejam autorizadas. Crianças seguras falam de forma transparente com os pais, se mostram e repartem as angústias normais do desenvolvimento psico-sexual. Não há uma idade pré-estabelecida pra se conversar sobre sexo, se entendemos que desde que nascemos somos seres sexuais, compreenderemos que a sexualidade é algo amplo em nós, ela não se restringe ao ato sexual, portanto, mais importante do que se falar sobre sexo é ensinar e permitir a percepção da sexualidade como normal e natural nas nossas vidas. Muitos pais se sentem tímidos e sem recursos para falar com seus filhos sobre a sexualidade, até porque muitos não conseguem lidar com a sua própria vida sexual, então eu sugiro que dêem o ‘colo’, dêem afeto, aproximem seus filhos de modo que se crie sensibilidade e intimidade o suficiente para que eles possam vivenciar com tranqüilidade o cotidiano das tensões, das descobertas e conquistas de uma sexualidade sadia. 
Gina Strozzi







Formada em Teologia, Pedagogia, Psicologia e Sexologia pela USP. É Mestre e doutora em Ciências da Religião pela PUC-SP. Mãe do Guilherme e do João.

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